Páginas

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Tarot novo ^^


Saudações!

Desde que eu tirei Os Enamorados pela segunda lunação consecutiva (e achei isso péssimo), pensei em comprar um tarot novo, para tirar a carta do próximo mês. É claro, era uma boa desculpa para aumentar a coleção.
Me dei ao trabalho de ir na internet pesquisar o tarot que eu queria comparando os preços e os designs. Conclui que queria o Feng Shui tarot pois, além das cartas serem lindas, os autores estabeleceram alguma co-relação entre elas e os trigramas do ba-gua, e seria interessante ver como eles fizeram isso e estudar. E a idéia tinha ficado na cabeça, para ser executada.
Ontem, fui à Pallas Atena, com o Chronos, ver o lançamento de um livro sobre budismo. Entretanto, estava muito lotado, e, quando chegamos, só era possível ouvir a palestra dos fundos do auditório. Ouvimos o início, mas, quando chegou a parte das perguntas para o tradutor do livro o Chronos já tinha se dispersado faz tempo, e eu já estava cansada e começando a sentir frio. Achei que era a hora do meu plano entrar em ação.
Fui para o outro lado da Paulista, na Cultura. E, mesmo já tendo em mente o que eu queria, ví todos os tarots. Quis levar além dele um outro, chamado "The Golden Tarot, com imagens de pinturas medievais e renascentistas famosas, mas estava conhecendo-o na hora (não tinha visto imagens dele na Net, e não achei na Taroteca agora há pouco) e era um gasto excessivo para alguém que está com a grana curta. Na verdade, ter comprado um tarot já foi um excesso que talvez eu não devesso ter cometido.
Comprei. O que planejava. E está aqui, lindo. também comprei o livro com as guidelines sobre ele, e estou começando a ler. E, é claro, estou ansiosíssima prá saber o que vou tirar na próxima lunação, apesar do Chronos estar agourando que tiro um terceiro Enamorados. Mas poxa, esse mês eu não fui tão má menina assim...
 

domingo, 11 de novembro de 2007

Death Note


Rating:★★★★
Category:Other
Este anime tem muito a ver com outro desenho japonês relativamente contemporâneo que eu gosto muito: Bleach. "Dãã, ambos tem shinigamis", diz o otaku apressado. Sim, mas, em definitivo, não é só isso.
Para começar, o início bobinho. Os primeiros episódios parecem os primeiros episódios de um shonen anime qualquer. Não teria passado deles se não tivesse indicações muito boas sobre o anime. Mesmo assim, passei alguns meses antes de voltar a me interessar pelo CD com os primeiros treze episódios gravados.
Passando dos primeiros episódios, vem o que mais se parece com Bleach: A trama complexa e sempre se transformando. Depois de algumas viradas espetaculares, daquelas que fazem com que a falta de um episódio faça com que você não entenda mais nada, fica uma sensação de que é sempre preciso estar atento, pois quando você menos esperar, o que era deixará de ser... E isso é tão forte em Death Note que, em um dado episódio, acontecem duas grandes viradas em sequencia. Se tivesse de assistir apenas um episódio por vez, com intervalos de uma semana, provavelmente estaria pirando na batatinha agora, como no auge da saga da Soul Society em Bleach.
Mas, enquanto Bleach é um anime de aventura/ação, gênero já bastante explorado, Death Note é um anime policial, como poucos que fizeram sucesso no ocidente. O clima é extremamente denso, e a dicotomia bem x mal em questão tem um que de intrigante.

O básico do plot é: Yagami Light é um estudante pré-vestibular brilhante, filho de um chefe de polícia, que encontra o caderno de anotações de um deus da morte, onde este escrevia o nome das pessoas que iria matar. Encontrando-o, ele ganha os poderes deste deus da morte, Ryuk, que passa a acompanhá-lo por toda a parte.
Então, Yagami decide criar um mundo mais justo, regido por ele, e começa a matar criminosos e, conforme as notícias de mortes misteriosas entre pessoas ruins se alastram, as pessoas do Japão começam a formar a imagem de um herói justiceiro, Kira (nome que vem de killer, no inglês), que é adorado por uns, e detestado por outros. Do ponto de vista da polícia, no entanto, assassinatos são assassinatos, e devem ser punidos como tal. Entretanto, dada a falta de evidências, apenas uma pessoa parece capaz de solucionar o caso: O misterioso L, cuja identidade é desconhecida, mas que é uma mente brilhante que descobriu anteriormente várias evidências para crimes que vinham sido considerados como perfeitos.

Para quem gosta do gênero, vale à pena dar uma olhada! Estou absolutamente viciada!

domingo, 23 de setembro de 2007

reciclando

9:00 a.m.
eu saio, com um fardo de jornal velho, o sensei com uma sacola de garrafas (mais conhecida como "a prova da manguaça"). Iamos depositar essas coisas na lata de lixo reciclável do Parque da Conceição. Um conjunto de latas de lixo pequenas, na frente do parque, que era o melhor lugar prá jogá-los que conhecíamos.
Até que vimos uma senhora que também carregava lixo reciclável. Era uma quantidade imensa de gerrafas, latas, etc. Mas ela entrou no parque. Concordamos que ela devia saber de uma lixeira maior e mais adequada, que não conheciamos, e a seguimos. Depois de um tempo, perdemos a vergonha e perguntamos se ela estava indo jogar, e se podíamos acompanhar para ver aonde. Atrás do parque havia um conjunto de lixeiras grandes, embora não divididas em papéis, metais, plásticos e vidros.
Ela disse "é, se ninguém fizer..." e sabe? Aquilo deu um sentimento bom. Não somos os únicos que pensamos assim. Não somos os únicos preocupados em dar um destino mais adequado a todo o lixo que pudermos, como uma forma de agradecer à Terra por tudo o que extraimos dela. Isso me fez sentir bem e mais animada.

terça-feira, 12 de dezembro de 2006

Um pouco sobre uma interpretação mística do conceito de arquetípico

Comecei a escrever esse artigo no blog há bem mais de seis meses, mas, como uma das muitas coisas que escrevo e falo "blah, isso não está bom", deixei em stand-by para aperfeiçoamento ou descarte posterior. Sobre outro ponto de vista completamente diferente, no entanto, o mesmo tema surgiu em minha mente há cerca de uma semana atrás, e ter achado esse rascunho é uma daquelas provas de que não existem coincidências
Quando comecei a escrever esse artigo, me baseava em discussão na qual, certa noite do ano passado, eu dizia ao meu noivo, quando conversávamos sobre um ponto de nossa vida religiosa. "essa história que você está me contando é bem arquetípica", e ele ficou sem saber se ser arquetípico é bom ou ruim. de fato, às vezes algumas opiniões a esse respeito causam uma bagunça mental danada!
Aqui, e em minha conversa, estou usando o termo "arquétipo" dentro de uma perspectiva jungiana, mas li muito pouco de Jung para me aprofundar nesse aspecto em especial. Assim, falo através das interpretações de Jung que fui lendo pelo caminho

De alguma forma, a idéia da existência de formas arquetípicas pode ser traçada até o grego Platão, que escreveu sobre a existência de um "mundo das idéias", do qual o que percebemos no nosso mundo é apenas um reflexo e, através da abstração, o homem pode compreender melhor ou pior os conceitos desse mundo, de modo que, quanto melhor alguém o compreende, mais próximo da essência das coisas esta pessoa está, sendo, portanto, o conhecimento do mundo das idéias um atributo positivo.
Através dos quase 2.500 anos que nos separam de Platão, variadas interpretações, das mais racionais, às recheadas do mais puro misticismo e conhecimento mágico (e até mesmo de charlatanismo retórico) foram sendo criadas tomando como base essa idéia expressa por Platão.
Quando preciso falar dessa idéia sob um ponto de vista mágico, digo que o mundo das idéias é constituído por massificações energéticas presentes na natureza, muitas vezes sob aspectos bastante variados, que podem ser apreendidas em sua forma física no mundo dos sentidos, mas que geram vibrações que remetem às essências dos mesmos.
Joseph Campbell, ao estudar mitologia comparada, chega a conclusões semelhantes: Mitos, de partes diferentes do mundo das quais não se pode comprovar qualquer registro de que tenham estabelecido contato umas com as outras, apresentam elementos arquetípicos semelhantes, isto é, remetem à mesma massificação energética no mundo das idéias. Assim, quando digo que determinada história é arquetípica, quero dizer que percebo a conexão dela com um desses conceitos. Quer dizer, é uma história que pode nos ensinar algo relacionado a uma essência pertencente a uma espécie de patrimônio coletivo da humanidade de todas as épocas.

Agora vem a parte mais especulativa desse artigo. Tudo o que eu disser daqui para diante é mera especulação que, se eu tivesse um pouco de juizo, não ousaria escrever, pois estudei muito pouco das coisas em questão.

Nas suas relações com os seus deuses, as religiões ditas "neo pagãs" embora esse não seja necessariamente o melhor ou o mais correto nome para isso,

sexta-feira, 27 de outubro de 2006

mais reflexões musicais

Saudações!

Quando eu ouvia, desde muito jovem, a música "Eu sei", do Legião Urbana, uma parte sempre me intrigava, formando uma cena na minha mente:

"A noite acabou
talvez tenhamos que fugir
sem você...
Mas não, não vá agora
quero honras e promessas
Lembanças e histórias"

Outra música que estive ouvindo esses dias, me lembrou a mesma cena... Chama "Where the Lonely souls go", do Ragalaz Runedance. Espero que curtam!


Won't you come inside?

Rest a while, you must be tired

It has been a long way

But it's not far before you reach your goal

The end of this road

Another step to the new dimension

Before you travel on

Let me hear your story



Where do you come from, tell me of your early days

Tell me of gladness, sorrows, was your winter long and cold?

How did you let go?

Tell me and I will listen all night

At dawn I will wish you well

When you go where the lonely souls go



It seems so long ago

The memory of years long gone

One day I'll be there

At the crossroad where time has no name

Will I pass on or will I return?

Will you meet me

When I go where the lonely souls go?



And the man in a blue cloak

Smiles at me, he speaks to me

But I cannot hear for his words fade with the dream

The answers I seek, I will, I will never know

Will you show me?

Won't you tell me where the lonely souls go?



And you out there, lost ones,

Hiding within a crowd

Searching for the other soul

That you once left behind

You will also stand here at the end of the road, the crossing point

And alone you will go...

Where the lonely souls go


terça-feira, 14 de fevereiro de 2006

Viagem dos sonhos

http://www.colletts.co.uk/introdol.html
Pessoas,

Aceito doações para viagem à Suiça ou aos alpes italianos. Se você ganhou uma passagem daquela sua velha tia e nem tá afim, aceito também. É sério, chorei vendo esse site... É dos alpes italianos... e eles têm um roteiro prá tirar fotos de florzinhas no verão *crying*

segunda-feira, 9 de janeiro de 2006

início de 2006 com um adendo à "jornada"

"Não terá sido a morte o primeiro navegador?
Muito antes que os vivos confiassem eles próprios às àguas, não terão
colocado o ataúde no mar, na torrente? O ataúde, nesta hipótese
mitológica, não seria a última barca. Seria a primeira barca. A morte não seria a última viagem. Seria a primeira viagem.

.......

Para enfrentar a navegação é preciso que haja interesses poderosos.
Ora, os verdadeiros interesses poderosos são os interesses quiméricos.
(...) O herói do mar é um herói da morte. O primeiro marujo é o
primeiro homem vivo que foi tão corajoso quanto um morto.

......

A morte é uma viagem e a viagem é uma morte. "Partir é morrer um
pouco." Morrer é verdadeiramente partir, só se parte bem,
corajosamente, nitidamente, quando se segue o fluir da água, a corrente
do largo rio. Todos os rios desembocam no rio dos mortos.

......

Assim, o adeus a beira-mar é simultaneamente o mais dilacerante e o
mais literário dos adeuses. Sua poesia explora um velho fundo de sonho
e de heroísmo."



BACHELARD, G. A água e os sonhos - Ensaio sobre a imaginação da Matéria. São Paulo, Martins Fontes, 1997, p 75-77.