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quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Qual é o anime / mangá da sua vida?

Se você é um bom assistidor de animes e leitor de mangás, ou, às vezes, se você der sorte, vai acabar descobrindo qual é o anime ou mangá da sua vida. Nesse caso, a obra parece retratar completamente você, pode até chegar a ser constrangedor assistir isso com outras pessoas, pois parece que é o mesmo que desfilar nu(a) na frente delas. Mas o contrário é mais comum: Você quer mostrar o anime para todo o mundo para que os seus amigos te entendam melhor.

É assim com a Carol que tem uma relação muito legal com Full Metal Alchemist, que lembra prá ela um bando de coisas que ela viveu com o primo dela, o Áttila. É assim com o Chronos, que tem altas viagens filosóficas com o mangá de Shaman King, (o anime é ruim) que, segundo ele, expressam muito bem a visão dele sobre o universo.

E quanto à mim? Esse post surgiu exatamente porque Agosto foi tão infernal que eu resolvi re-ver um dos animes da minha vida: Uma space-opera totalmente desconhecida no Brasil (acho que deve dar prá contar nos meus dedos quantas pessoas viram por aqui, uma vez que não teve legenda em português) chamada Uchuu no Stellvia (Stellvia of the Universe).  O jeito que a Shima, a personagem principal, se comporta e se relaciona com o mundo me espelha completamente.  Ela é retratada na imagem abaixo, que é como eu imaginei que é dentro de mim quando me disseram que dentro de mim há 10 Ló-zinhas e o meu problema é que elas ficam brigando entre si o tempo todo!


Eu só não fiz cosplay de Shima pa eu detesto roupas laranjas, heheheehehehehe. Mas eu fiz cosplay de uma das amigas dela, a Rinna-chan. Para quem não lembra, ou não viu, tem uma foto aqui e outra aqui.
Outro anime que espelha minha vida, embora com muito menos exatidão em relação a Stellvia, é Karekano. Pelo menos esse já é mais conhecido, né? Infelizmente, como quando vi ainda não estava no Multiply, não tenho nada publicado sobre ele, mas nessas horas, a Wikipedia resolve. Aliás, o meu primeiro cosplay foi no primeiro grupo de karekano do Brasil! E isso foi há muuuuuuuito tempo atrás, quando fansub ainda era em fita VHS. Cheguei a ter os dois uniformes (o de inverno e o de verão) mas eu não sei onde tem fotos digitalizadas :(

E você? Já sabe qual é o anime da sua vida?

domingo, 20 de janeiro de 2008

Nausicaa do Vale dos Ventos


Rating:★★★★
Category:Movies
Genre: Animation
Se a vingança da Terra chegasse, e ela resolvesse purificar toda a sujeira que a raça humana fez nos últimos séculos, e, ainda assim, alguns humanos restassem, quantas gerações eles iam precisar para se dar conta do que realmente aconteceu?

Nausicaa do Vale dos Ventos (Kaze no Tani no Naushika) é uma animação da minha idade: Foi lançada em 1984 no Japão. Assistí-la, no entanto, não traz aquela impressão de animação velha, tanto pela abordagem temática continuar bastante original, quanto pela qualidade de animação. Até mesmo a questão ambiental que está no pano de fundo parece atual.
O diretor é Hayao Miyazaki, conhecido no Brasil atualmente pelo trabalho em "A Viagem de Chihiro" e "O castelo animado", mas é diretor de vários outros longas de qualidade no campo da animação japonesa, como "Meu vizinho Totoro" (que, em algum momento, teve uma versão dublada em português e eu gostaria MUITO de ter isso aqui). Salvo engano, todas as cenas dos filmes mais antigos do Miyazaki, como no caso de Nausicaa, foram pintadas à mão, e animadas através de um método bastante tradicional (eu não conheço muito desses aspectos técnicos de produção, mas lembro de ter lido sobre isso).
Nausicaa, a jovem protagonista, é a princesa de um reino de fronteira que não foi tocado pela praga de fungos venenosos que destruiu a maior parte da humanidade. O Vale dos Ventos é assim chamado por causa dos bons ventos que sempre fluem através dele. Sua população vive em paz, plantando e cuidando de sua terra, e sem ressentimentos por tudo o que aconteceu à terra no passado. O rei, pai de Nausicaa, foi contaminado pelos gases venenosos quando voava fora do vale, mas, embora esteja debilitado, ainda governa e é respeitado. Todos seguem os conselhos da vovó, (provavelmente a mãe do rei) uma velhinha cega que acredita que um dia um homem, vestido de azul, caminhando sobre um brilho dourado, depois de ter viajado pelo mundo fará uma descoberta que trará a paz e descobrirá o segredo da floresta envenenada... Ela sabe que simplesmente queimar as plantas que soltam o gás venenoso vai atraír a ira dos Ohmu - os grandes insetos - e foi por ela, pelo pai e por um explorador, que Nausicaa foi educada.
Nausicaa é muito atenciosa, atenta à natureza ao seu redor, e entende muito bem o comportamento dos animais, mesmo dos insetos gigantes que vieram com a destruição da terra, e, nos outros reinos, são considerados simplesmente como pragas a serem destruídas. Não é, entretanto, simplesmente boazinha, como a maioria das princesas das nossas histórias. Destemida e aventureira, ela vai descobrir segredos sobre a terra e as razões para o estado em que ela se encontra.
Enquanto isso, outras nações duelavam por poder e controle do que se tornou o mundo, sem buscar compreender o significado do que aconteceu, e sem qualquer senso de comunhão umas com as outras. Esses duelos, no entanto, vão atingir o Vale dos Ventos por causa da queda de um avião de uma dessas nações no território do Vale.
Falando em aviões, uma das coisas que eu realmente gostei no filme foi uma espécie de asa-delta motorizada super divertida que a Nausica usa em suas aventuras, o Meve. Para aqueles que têm sonhos de vôo, é um verdadeiro sonho de consumo. Eu realmente queria um daqueles :p E o bichinho da Nausicaa, uma mistura de raposa com esquilo é muito fofinho.

Eu não podia deixar de mencionar: O nome Nausica vem da Odisséia. Em Homero, Nausica é uma princesa que, guiada por Palas Athena, ajuda Ulisses quando seu navio naufraga e ele é o único a sobreviver. Em algum momento lembro de ter lido algo sobre a homenagem à princesa da Odisséia no nome dessa personagem, mas isso já tem algum tempo, e não me lembro mais com perfeição. Acho que foi por ocasião do lançamento do mangá de Nausicaa no Brasil pela Conrad - que está na minha lista de desejos desde que saiu, mas eu ainda não tive oportunidade financeira de aquirir.

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Death Note - Episódio 29


Rating:★★★★
Category:Other
ATENÇÃO - Esse treco tem spoilers gravíssimos. Se você ainda não chegou nesse episódio e pretende ver Death Note um dia, pare por aqui.

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Haviam me dito que a série perdia a graça após a morte do L. Mas eu estou curtindo muito esses episódios finais.
Esse episódio em especial foi muito bom. Ainda estou meio chocada com o tanto de coisas que aconteceram nele. Mesmo com o Chronos dizendo desde o episódio 2 que alguém da família do Raito ia morrer, e provavelmente ia ser o pai dele, por causa do Death Note, o tipo de morte que ele teve me impressionou. Em primeiro por ele ter feito o acordo pelos olhos de Shinigami, e, depois, pelo tipo de armadilha no qual eles caíram. Estava óbvio de que ele não devia ter feito aquilo. Ele não é o tipo de pessoa que escreveria um nome no Death note. E, apesar da eterna prisão do Raito pela sombra do L, o Mello foi o único que verdadeiramente conseguiu escapar do Raito.
E aquele outro Shinigami, dono do primeiro Death Note que primeiro caiu na terra é tão fraco de caráter em relação aos demais, que me incomodou um pouco.

Enfim, esse episódio me chocou um pouco. Desde que comecei a assistir, foi uma das raríssimas vezes que assisti apenas um episódio, sem pegar outros em sequencia. Acho que preciso de algum tempo para pensar.

domingo, 11 de novembro de 2007

Death Note


Rating:★★★★
Category:Other
Este anime tem muito a ver com outro desenho japonês relativamente contemporâneo que eu gosto muito: Bleach. "Dãã, ambos tem shinigamis", diz o otaku apressado. Sim, mas, em definitivo, não é só isso.
Para começar, o início bobinho. Os primeiros episódios parecem os primeiros episódios de um shonen anime qualquer. Não teria passado deles se não tivesse indicações muito boas sobre o anime. Mesmo assim, passei alguns meses antes de voltar a me interessar pelo CD com os primeiros treze episódios gravados.
Passando dos primeiros episódios, vem o que mais se parece com Bleach: A trama complexa e sempre se transformando. Depois de algumas viradas espetaculares, daquelas que fazem com que a falta de um episódio faça com que você não entenda mais nada, fica uma sensação de que é sempre preciso estar atento, pois quando você menos esperar, o que era deixará de ser... E isso é tão forte em Death Note que, em um dado episódio, acontecem duas grandes viradas em sequencia. Se tivesse de assistir apenas um episódio por vez, com intervalos de uma semana, provavelmente estaria pirando na batatinha agora, como no auge da saga da Soul Society em Bleach.
Mas, enquanto Bleach é um anime de aventura/ação, gênero já bastante explorado, Death Note é um anime policial, como poucos que fizeram sucesso no ocidente. O clima é extremamente denso, e a dicotomia bem x mal em questão tem um que de intrigante.

O básico do plot é: Yagami Light é um estudante pré-vestibular brilhante, filho de um chefe de polícia, que encontra o caderno de anotações de um deus da morte, onde este escrevia o nome das pessoas que iria matar. Encontrando-o, ele ganha os poderes deste deus da morte, Ryuk, que passa a acompanhá-lo por toda a parte.
Então, Yagami decide criar um mundo mais justo, regido por ele, e começa a matar criminosos e, conforme as notícias de mortes misteriosas entre pessoas ruins se alastram, as pessoas do Japão começam a formar a imagem de um herói justiceiro, Kira (nome que vem de killer, no inglês), que é adorado por uns, e detestado por outros. Do ponto de vista da polícia, no entanto, assassinatos são assassinatos, e devem ser punidos como tal. Entretanto, dada a falta de evidências, apenas uma pessoa parece capaz de solucionar o caso: O misterioso L, cuja identidade é desconhecida, mas que é uma mente brilhante que descobriu anteriormente várias evidências para crimes que vinham sido considerados como perfeitos.

Para quem gosta do gênero, vale à pena dar uma olhada! Estou absolutamente viciada!

terça-feira, 22 de novembro de 2005

Stellvia in the Universe


Rating:★★★★★
Category:Other
"Pessoas do passado, obrigada. A Terra está indo bem. E, de certa forma, eu estou indo bem"

Imagine um tempo onde fazem quase dois séculos em que não há nenhuma guerra. Nesse tempo nenhuma das pessoas que estão vivas viu uma guerra, e as crianças mal sabem o significado dessa palavra, exceto pelos livros de história "acho que guerra era quando um país lutava com o outro", um diria. "Mas não existem mais países há 120 anos, como pode haver guerra?" alguém pergunta. "Não, acho que se um monte de gente lutasse com um outro tanto seria uma guerra". "Mas quantas pessoas seriam um monte de gente?" "Acho que umas mil..."
Isso foi possível depois da Terra ter sido afetada pela explosão da estrela Hydrus Beta, que se tornou uma supernova. A luz e o calor provenientes da explosão causou vários desastres na terra, dizimando parte de sua população, o céu se tornou verde, e os cientistas logo descobriram que, cento e noventa anos adiante, uma segunda onda de impacto, com os restos da estrela explodida se chocariam contra a terra, e aquele provavelmente seria o fim do planeta. Foi aí que os homens se uniram por um interesse maior, impedir a destruição total da humanidade.
Uchuu no Stellvia conta a história de Shima Katase, que, 189 anos depois da explosão da Hydrus Beta entra na academia espacial da Fundação Stellvia, para aprender pilotagem com o objetivo de ver o céu, não de baixo, mas estando no céu. Todos se preparam para a Grande Missão - Isso é, anular a segunda onda de impacto da explosão estelar, mas, apesar disso, continuam suas vidas normalmente.
Partindo do Peru para a base espacial de Stellvia a bordo de um dispositivo anti-gravitacional, já durante a viagem ela encontra aquela que se tornará sua mais inseparável amiga: Arisa (seria algo como Alice para os ocidentais - esse é um nome difícil de lembrar de modo que, fãs de Bleach que eu conheço e nos quais me incluo que assistiram Stellvia costumam chamá-la de "filhinha do Abarai"), uma jovem brincalhona e espirituosa, além de uma pessoa muito importante que, a princípio, elas acham que deve ser "o dono da barraquinha de doces de Stellvia". Shima, apelidada de Shippon por seus colegas de sala, é muito inteligente, mas, em determinados momentos, fica tão nervosa que não consegue fazer nada direito. Assim, o anime que começa com um clima alegre e trivial, vai se aprofundando com o correr dos episódios e o crescimento dos personagens, para se tornar sutilmente psicológico mais adiante, com os personagens estabelecendo relações profundas entre eles, e se expressando mudamente, a partir de olhares e gestos que trocam uns com os outros. A profundidade do anime em nada fica a dever para a de "Sokyuu no Fafner", anime da mesma produtora que foi feito depois de Stellvia.
o design do anime é lindo. Tanto em termos de cenários, quanto em termos de naves (mas a computação gráfica assusta um pouco no início até nos acostumarmos a vê-la mesclada ao anime), e em termos de roupas. Quando os cosplayers descobrirem Stellvia nossos eventos certamente terão mais brilho com todos aqueles uniformes fofos e coloridos!

Por fim, atentem para a trilha sonora: Toda a parte musical do anime é maravilhosa, mas especialmente as aberturas e encerramentos maravilhosamente cantados por Angela (que fez também a trilha de Fafner). Na verdade, eu cheguei até Stellvia procurando pela versão lenta de "Asu e no Brilliant Road", que descobri ser a música de abertura do anime. E, certamente, não me arrependo pela descoberta. Stellvia é lindo, e viciante.