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terça-feira, 14 de fevereiro de 2006

Viagem dos sonhos

http://www.colletts.co.uk/introdol.html
Pessoas,

Aceito doações para viagem à Suiça ou aos alpes italianos. Se você ganhou uma passagem daquela sua velha tia e nem tá afim, aceito também. É sério, chorei vendo esse site... É dos alpes italianos... e eles têm um roteiro prá tirar fotos de florzinhas no verão *crying*

segunda-feira, 9 de janeiro de 2006

início de 2006 com um adendo à "jornada"

"Não terá sido a morte o primeiro navegador?
Muito antes que os vivos confiassem eles próprios às àguas, não terão
colocado o ataúde no mar, na torrente? O ataúde, nesta hipótese
mitológica, não seria a última barca. Seria a primeira barca. A morte não seria a última viagem. Seria a primeira viagem.

.......

Para enfrentar a navegação é preciso que haja interesses poderosos.
Ora, os verdadeiros interesses poderosos são os interesses quiméricos.
(...) O herói do mar é um herói da morte. O primeiro marujo é o
primeiro homem vivo que foi tão corajoso quanto um morto.

......

A morte é uma viagem e a viagem é uma morte. "Partir é morrer um
pouco." Morrer é verdadeiramente partir, só se parte bem,
corajosamente, nitidamente, quando se segue o fluir da água, a corrente
do largo rio. Todos os rios desembocam no rio dos mortos.

......

Assim, o adeus a beira-mar é simultaneamente o mais dilacerante e o
mais literário dos adeuses. Sua poesia explora um velho fundo de sonho
e de heroísmo."



BACHELARD, G. A água e os sonhos - Ensaio sobre a imaginação da Matéria. São Paulo, Martins Fontes, 1997, p 75-77.



terça-feira, 22 de novembro de 2005

Stellvia in the Universe


Rating:★★★★★
Category:Other
"Pessoas do passado, obrigada. A Terra está indo bem. E, de certa forma, eu estou indo bem"

Imagine um tempo onde fazem quase dois séculos em que não há nenhuma guerra. Nesse tempo nenhuma das pessoas que estão vivas viu uma guerra, e as crianças mal sabem o significado dessa palavra, exceto pelos livros de história "acho que guerra era quando um país lutava com o outro", um diria. "Mas não existem mais países há 120 anos, como pode haver guerra?" alguém pergunta. "Não, acho que se um monte de gente lutasse com um outro tanto seria uma guerra". "Mas quantas pessoas seriam um monte de gente?" "Acho que umas mil..."
Isso foi possível depois da Terra ter sido afetada pela explosão da estrela Hydrus Beta, que se tornou uma supernova. A luz e o calor provenientes da explosão causou vários desastres na terra, dizimando parte de sua população, o céu se tornou verde, e os cientistas logo descobriram que, cento e noventa anos adiante, uma segunda onda de impacto, com os restos da estrela explodida se chocariam contra a terra, e aquele provavelmente seria o fim do planeta. Foi aí que os homens se uniram por um interesse maior, impedir a destruição total da humanidade.
Uchuu no Stellvia conta a história de Shima Katase, que, 189 anos depois da explosão da Hydrus Beta entra na academia espacial da Fundação Stellvia, para aprender pilotagem com o objetivo de ver o céu, não de baixo, mas estando no céu. Todos se preparam para a Grande Missão - Isso é, anular a segunda onda de impacto da explosão estelar, mas, apesar disso, continuam suas vidas normalmente.
Partindo do Peru para a base espacial de Stellvia a bordo de um dispositivo anti-gravitacional, já durante a viagem ela encontra aquela que se tornará sua mais inseparável amiga: Arisa (seria algo como Alice para os ocidentais - esse é um nome difícil de lembrar de modo que, fãs de Bleach que eu conheço e nos quais me incluo que assistiram Stellvia costumam chamá-la de "filhinha do Abarai"), uma jovem brincalhona e espirituosa, além de uma pessoa muito importante que, a princípio, elas acham que deve ser "o dono da barraquinha de doces de Stellvia". Shima, apelidada de Shippon por seus colegas de sala, é muito inteligente, mas, em determinados momentos, fica tão nervosa que não consegue fazer nada direito. Assim, o anime que começa com um clima alegre e trivial, vai se aprofundando com o correr dos episódios e o crescimento dos personagens, para se tornar sutilmente psicológico mais adiante, com os personagens estabelecendo relações profundas entre eles, e se expressando mudamente, a partir de olhares e gestos que trocam uns com os outros. A profundidade do anime em nada fica a dever para a de "Sokyuu no Fafner", anime da mesma produtora que foi feito depois de Stellvia.
o design do anime é lindo. Tanto em termos de cenários, quanto em termos de naves (mas a computação gráfica assusta um pouco no início até nos acostumarmos a vê-la mesclada ao anime), e em termos de roupas. Quando os cosplayers descobrirem Stellvia nossos eventos certamente terão mais brilho com todos aqueles uniformes fofos e coloridos!

Por fim, atentem para a trilha sonora: Toda a parte musical do anime é maravilhosa, mas especialmente as aberturas e encerramentos maravilhosamente cantados por Angela (que fez também a trilha de Fafner). Na verdade, eu cheguei até Stellvia procurando pela versão lenta de "Asu e no Brilliant Road", que descobri ser a música de abertura do anime. E, certamente, não me arrependo pela descoberta. Stellvia é lindo, e viciante.

quinta-feira, 14 de julho de 2005

Sobre Novos Mitos - L.Frank Baum (Introdução ao Mágico de Oz)


"O folclore, as lendas, os mitos e os contos de fadas
acompanham a infância através dos tempos, pois toda a
criança saudável adora histórias fantásticas e
manifestamente irreais. As fadas aladas de Grimm e
Andersen trouxeram mais felicidade aos corações
infantis que qualquer outra criação humana
Entretanto, os antigos contos de fadas podem ser
considerados hoje como "históricos" na biblioteca das
crianças, pois chegou a época de uma nova série de
"contos maravilhosos" em que gênios, anões e fadas
estereotipados são eliminados, junto com as aventuras
de gelar o sangue criadas por seus autores para
sublinhar uma moral terrível para cada conto. A
educação moderna inclui a moralidade, portanto, a
criança busca somente o divertimento em seus contos
fantásticos e dispensa todos os incidentes
desagradáveis.
Mantendo este pensamento em mente, a história do
"maravilhoso Mágico de Oz" foi escrita unicamente para
agraar as crianças de hoje. Pretende ser um conto de
fadas modernizado, em que o encanto e a alegria são
mantidos, enquanto os sofrimentos e pesadelos são
deixados de fora.

L.Frank Baum
Chicago, Abril de 1900."

in: O Mágico de Oz, Porto Alegre, L&PM, 2001.




quarta-feira, 9 de março de 2005

Nightfall in Middle-earth - Parte II

Rating:★★★★★
Category:Music
Genre: Hard Rock & Metal
Artist:Blind Guardian
Voltando em grande estilo, continuo o review do maravilhoso Cd Nightfall in Middle-Earth:

11. Noldor: Vários trechos marcantes. Aqui, voltamos à Maldição de Mandos. Toda a dor dos elfos dessa família sofrendo seu terrível destino, por ter sangue em suas mãos. imperdível.

12. Time Stand Still (in the iron hill) Melhor ainda: A queda de Fingolfin, quando, após uma batalha perdida, aquele que se tornara o rei dos Noldor, sem vontade de ser "The King of the lost" vai sozinho aos portões de Angband e desafia Morgoth. Na hora em que Morgoth aceita o desafio e sai prá duelar, tanto no livro como na música, dá um medão...

14: The Dark Elf: A única frase dessa pequena música, diz tudo o que pode ser dito. Se refere a Maeglin, filho de Eöl e Maeglin. A figura de Maeglin é explorada melhor na música seguinte, Thorn, que eu não acho que é uma das geniais do CD...

16. The Eldar - Ma-ra-vi-lho-so. A trajetória triste de um elfo que tem certa eternidade, mas que, em certo momento, depois de uma trajetória sente seu fim. Provavelmente, essa música tem relação com o Finrod Felagund

17. Nom, the Wise: Beren lamenta a morte de Finrod, em mais uma musica de meio minutinho. Mas cara, é lindo de arrepiar. Depois vem "When Sorrow Sang", com Lúthien cantando prá Mandos, mas também não é uma das minhas preferidas também.

20. The steadfast: Morgoth fala que é o senhor do destino e Húrin Thalion, pai de Turin, rí. Mas uma música curta significativa, a última delas do cd.

21.A dark Passage: Outra música meio morna. Ainda sobre a sensação de vitória de Morgoth.

22. Final charpter: A história é interrompida nas Nirnaeth. O que fica é um gostinho de quero mais.

domingo, 5 de dezembro de 2004

Nightfall in the Middle-Earth -Parte 1

Rating:★★★★★
Category:Music
Genre: Hard Rock & Metal
Artist:Blind Guardian
Finalmente tive a oportunidade de escutar esse CD todo. Nossa, é muito bom!
é‰ uma adaptação de uma parte do livro O Silmarillion, do Tolkien, que se inicia na queda das Duas Árvores de Valinor, e termina na Quinta Batalha, a Ninareth Arnoediad, tudo isso na Primeira Era de Arda (o Senhor dos Anéis é na Terceira). Eles fazem uma sí­ntese bem legal das 174 Páginas que isso representa (acho que eles deviam fazer uma continuação prá isso, só com a Saga turiniana), e eu vou comentar agora os pontos que eu acho de maior destaque:

2: Into the Storm: A primeira estrofe "Give it to me /I must have it/ Precious treasure/ I deserve it" já lembra o Senhor dos Anéis. Aqui o objeto de desejo não é o Anel Um, mas as Silmarils. A agona de Morgoth perante Ungoliant é muito bem expressa nessa música (e a seguinte é Lammoth, o Grito Ecoante) , por exemplo no seguinte trecho do refrão "Where can I run
How can I hide The Silmarils", que dá uma agonia danada! Ungoliant diz "I did my part /Now it's your turn/ And remember/ What you've promised" que é quase o mesmo que ela diz no livro, numa passagem bastante interessante.

4: Nightfall: Cançà o lindíssima. Dá todo o cenário, os motivos da guerra, numa das cenas mais tensas de todo o Silmarillion: Yavanna pede as Silmarils a Fëanor, pois sem elas não poderia reconstruir as árvores. Enquanto isso, Morgoth está matando o pai de Fëanor e pegando as Silmarils. Daí vêm "The words of a banished king/ "I swear revenge" "

5. The ministrel: Tem algo misterioso nessa pequena canção. Encantador e assustador, mas eu não sei definir o que é!

6. The curse of Fëanor: Expressa plenamente minha revolta perante a figura desse cabeça-oca. Essa música, apesar de não ser em si triste, me faz sentir toda a tristeza do Fratricídio... "Truth might be changed by victory" é realmente o tipo de frase que eu imagino o Espírito-de-Fogo falando, e é o tipo de coisa que me dá raiva nele. Ele não tem ressentimento algum pelo que faz, por mais cruel que seja. E ele pergunta "Tell: was I right or wrong? /When anger breaks through/ I'll leave mercy behind". Perfeita.

8. Blood Tears. Fala de um pequeno episódio, mas bastante interessante. Fingon resgata Maedhros, seu amigo, preso por Morgoth como Prometeu por Zeus (mas essa é outra história). A música é muito sensível.

9. Mirror Mirror: Contagiante. "Mirror Mirror on the wall /True hope lies beyond the coast /You're a damned kind can't you see /That the winds will change" E, além do mais, Gondolin é sempre uma coisa fantástica. Acho que minha alma é meio Gondolindrin. "A leader's task so clearly / To find a path out of the dark", também é uma ótima descrição do Turgon. Mas todas as contradições desse rei estão lá, quando a música diz "Merciless he's poisoning our hearts". The Curse of Fëanor é o motivo de uma estrela dessas aí, essa é outro.



Depois eu continuo o Review...

quarta-feira, 24 de novembro de 2004

Os Esquecidos

Rating:★★★★
Category:Movies
Genre: Mystery & Suspense
Uns anos atrás, eu tinha uma piração (agora estou mais sossegada e de bem com o mundo, já lí­ bastante Alberto Caieiro...) sobre como nossos sentidos podem ser manipulados e como o que achamos que é pode não ser. Todos podem estar achando que estão vendo algo que na verdade não existe, ou achando que não existe algo porque eles não vêem. Esse é um pensamento labiríntico e ambí­guo explorado, de certa forma, nesse filme.
Em muitos pontos, eu percebí temas bem semelhantes aos do jogo de RPG Mago: A Ascensão, mas não posso explicar tudo porque não deve ter a mí­nima graaça ver esse filme conhecendo bem a história. Então, dêem uma conferida :)